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19/04/2022 - Candidatos, Recrutadores

Deficientes visuais e o mercado de trabalho

Um tema que sempre abordamos no blog da Authent é a importância da inclusão no mercado do trabalho, afinal, o IBGE aponta que 45 milhões de brasileiros, quase 24% da nossa população, têm algum tipo de deficiência: visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. Deste grupo, 6,5 milhões convivem com deficiência visual.

 

Há uma luta pela inserção, de forma digna, no mercado de trabalho destas pessoas para que consigam exercer sua cidadania e gerar renda com segurança. A famosa Lei de Cotas (Lei 8.213/91) veio para assegurar o direito e dar visibilidade à capacidade produtiva das PCDs. Segundo a legislação, a proporção de funcionários com deficiência deve seguir o seguinte esquema:

️ 2% para empresas com um quadro de 100 a 200 colaboradores;

️  3% para 201 a 500;

️  4% para 501 a 1000;

️  5% a partir de 1001 colaboradores

 

A legislação reserva vagas para pessoas com deficiência.

 

.

No entanto, apesar de garantido por lei e de multas de até R$ 241.126,88, o Ministério do Trabalho e do Emprego mostra que as vagas não estão sendo ocupadas adequadamente. Em 2017, das 699 mil vagas reservadas para PCD no setor privado, somente 49% foram preenchidas. No setor público, a situação é pior: apenas 11% foram ocupadas. 

 

A inclusão, a reabilitação social e a acessibilidade das PCDs são bem-vistas pelos consumidores. As empresas que contratam esses profissionais, além de ganhar com seus talentos e qualidades, humanizam a imagem institucional. Elas também conquistam uma maior troca de experiências e perspectivas, aprimorando processos internos, produtos e serviços, assim como o relacionamento com clientes e fornecedores. Uma sociedade mais inclusiva passa, obrigatoriamente, pela integração de deficientes físicos no mercado de trabalho.

 

COMO INCLUIR DEFICIENTES VISUAIS NO QUADRO DE COLABORADORES?

 

Primeiro, é necessária uma mudança de certas culturas organizacionais que encaram o assunto com preconceito e discriminação, conforme notamos nas seguintes situações:

👉 Indicação de vagas com pouca complexidade para pessoas com cegueira ou baixa visão;

👉 Exclusão nas contratações das deficiências mais severas;

👉 Falta de plano de carreira para o público PCD.

 

Depois, as organizações precisam se preocupar em tornar o espaço físico mais acessível, investir em programas de recrutamento e seleção inclusivos, em comitês da diversidade e na adaptação e no acompanhamento do deficiente visual por parte do setor de RH e dos gestores.

 

Lembrando que, hoje em dia, há muitas tecnologias assistivas que ampliam a autonomia do deficiente visual no mundo laboral. São recursos e equipamentos que auxiliam a pessoa com cegueira total ou baixa visão: 

🔺 Softwares que permitem ampliação dos elementos da tela do computador, como: Lupa do Windows 10, Magic e Orca;

🔺 Programas leitores de tela que fornecem informações por meio da síntese de voz, realizando a leitura dos elementos textuais. São eles: Dosvox, NVDA, Jaws e Virtual Vision; 

🔺 Impressoras em braile, scanners com voz, calculadora sonora, ponteiras de bengalas inteligentes, lupas manuais, entre outros.

 

Apesar das empresas temerem que as tecnologias sejam caras, Dosvox, NVDA e Orca são gratuitos e de fácil utilização. Já lupas e bengalas são usadas no dia a dia pelos deficientes visuais e não geram custos extras para as organizações.

 

Para que a cultura inclusiva seja vivenciada por todos, é necessário abrir espaço para que os deficientes visuais façam parte do quadro de colaboradores, contando com a atuação dos recursos humanos e a participação ativa de gestores, além da capacitação dos outros profissionais da equipe. Todos nós ganhamos com a diversidade! 

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